Poemas de Margarett Leite de Oliveira

 
Poemas de Margarett Leite de Oliveira
 
 
A VIDA DE POETA
 
Só poeta vive
Escrevendo a vida
Dando cor às flores
Desfazendo as sombras
Iluminando amores
Só restando a vida
E o amor entrando
Nessas telas vivas
Que teclando vai
Desmanchando intrigas
Seguindo a trilha
Nessa estrada viva
Onde só há amor.
 
 
A voz do vento
 
Se eu tivesse a voz do vento
Traria cantos de amor sublime
Os sons dos pássaros
E dos tambores
 
Se eu tivesse a voz do vento
Seria canto de sereia
Seria o cantar do Irapuru
Ou o piar sonoro e triste do Anum
Anunciando que a chuva não vem
 
Se eu tivesse a voz do vento
Cantaria uma ópera ao coração
Seria uma orquestra de emoção
Do nascimento do sol
 
Se eu tivesse a voz do vento
Chamar-te-ia para cantar
As antigas canções de ninar
Com todas as notas de amor
 
Mas se eu tivesse a voz do Vento
Seria cheia de fervor
E não cantaria jamais
Uma canção de guerra
Porque meu canto seria de paz.
 
 
A LUA BRANCA LUZ
 
Eu vi a Lua vermelha de sangue;;
Eu vi o pranto da terra, o gemido.
Eu vi a criança que morria sem a mãe,
Eu vi nos jornais uma criança e o seu sangue.
A Lua chora o sangue da criança, e a terá suga,
A magenta cor da dor, na inocência
A Lua chora a dor da floresta onde ela se escondia.
A Lua chora a dor do pajé, com seu curumim doente.
A terra geme pelo fogo que acende a ambição do ter.
A terra suga a negra mancha de Óleo que o mar despeja.
Os olhos da terra já não suportam mais ver o céu escuro.
A Lua ficou vermelha, não pode esconder a dor da terra.
E a criança morre nas mãos da luxúria e da lascívia;
O pecado de Judas tem um preço, pois não há fé.
Em uma massa disforme de ambição, só destruição, fel.
A Lua chora e fica rosa, vermelha e sente dor,
Há peso no seu corpo, o vil metal, a fera da ambição
Avilta a Lua solitária e vermelha só em dor.
Será necessário ressuscitar os pajés do céu?
Será necessário que anjos ressuscitem e voem??
Será necessário consertar a alma suja dos Ateus?.
E lavar até alvejar o sangue da terra,
Para que a Lua clareie o céu nesse mundo tão cruel,;
Uma chuva de luz descerá na floresta;,
A Lua ficará em festa, em branca veste se apresentará.
A terra viverá sem a fera, não mais sugará
O puro sangue de inocentes;.
A terra deixará de servir aos maus, aos facínoras da floresta
A terra expulsará todos os que adoram o mau da sua face
Lá no além, no mais profundo abismo
No instante os colocará em fogo eterno.
Anjos e curumins, erês , flores, índios, negros, Luz, e Lua.
Na mais pura festa, livre do mau,
A Lua em branca vestes se casará com no céu com seu sol
Não mais fumaça, só flores, só cheiros de jasmins!
Haverá no jardim desse Éder renovado. Paz!.
E todos os anjos tocarão a trombeta.
A arpa sagrada anunciará o Criador.
E o azul do céu será todo esplendor.
E A NOVA TERRA SERÁ LUAR EM FESTA.
DEUS , PAZ , LUA , AMOR.

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