Poemas de Ana P de Madureira

 
Poemas de Ana P de Madureira
 
 
***
 
escaldo as veias
que circulam nas correntes
do oceano
 
e sou água que sangra
a saudade da tua
ebulindo
 
crepita
e estala
amor
que moribunda
exalo o hálito de ti
no fazer rolar dos troncos
que me fazem ao mar
 
jangada de carne
na leveza dos abstractos
convictos do audível
do boreal da aurora
perante mãos sem sono
que no meu sonho aperto
logo ali
onde o céu
se entorna despudorado.
 
 
***
 
E fragmento-me
num sem entendimento
que já não se quer entendido
Apenas
acolho
cada pedrinha de céu
que perfumada em mim
de mim parte
tão redonda
tão macia
tão porosa
tão secreta
tão cheia do êxtase do nada
E elevo-me ao sagrado
onde as palavras
são olhos
e os versos chuva
Tão quente
a água
regadio cristalino
que é cosmos no meu ventre
E tanta luz
ponto a ponto_____

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s