Poema de Ana P de Madureira

 
Poema de Ana P de Madureira
 
 
***
 
o vento assemelha-se
a uma locomotiva
desenfreada
contracurvando
a rispidez do som
nas íngremes encostas brancas
que me gelam
o ir
ou
o ficar
 
patamares líquidos
que pingam invisibilidades
suadas nos caminhos
e apertam o torso
à chuva
gota
a
gota
como fio de saliva
mergulhado
na represa das palavras
se enreda
no caudal dos anseios
 

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