Poemas de Ana P de Madureira

 
Poemas de Ana P de Madureira
 
 
IN, Tsunami
 
Me hierve
Ese fuego
Que me lame escondites
Con la pericia
De quien toca y no quema
Y en fogata
Ardo
Y enciendo mis sombras
Violenta la luz
Qué delicada me acaricia
Los brillos del sudor
Extendidos en mi cuerpo
Y incandescente
Mi alma
Me bombardea la mirada
Y ciego
Ciego mi lengua
En el regazo de la tuya
Y bailo
Bailo con los ojos
En el hambre de los tuyos
Y palpitante
Me contorneo
Y contraída
Me destenso
Soy Lecho
En el río
de mi cama
 
 
GOSTO de gostar
 
GOSTO do caos que me desinstala
e de me deixar fluir na contemplação
GOSTO de dizer não aos abutres
e de me distanciar da hipocrisia e cobiça
GOSTO dos audazes que se põem de pé sem chão
e vitoriosos se entregam ao Mundo
GOSTO dos que olham nos olhos
E dos que sem umbigo abrem ambas as mãos e estancam o sangue de quem traz feridas
 
GOSTO de gostar
Do mar
Do céu
Dos bichos
Dos batuques
Dos mistérios
E GOSTO dos que “cantam” até que “a voz lhes doa”!
 
 
porque Nasço em todos os 21 Fev….
 
“Em tudo quanto olhei
fiquei em parte”
Ricardo Reis
 
é contigo
que desço os rápidos
na canoa do teu ventre
em esbracejo de Vida
 
cheiro floral o teu
que me amamenta paisagens
com a segurança do passo
no agarrar das mãos
 
colo cais
porto das minhas gaivotas
e das tempestades
que trago dentro
onde o grito
não se compadece
do quente das lágrimas
tampouco do sulco
do nosso sorriso
 
berço barca
e o amanhecer
das ondas vindouras
que me seduzirão
sempre a galgá-las
 
 

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