Personagem do livro “Hélios – A Jornada Solar” representa o herói que busca o seu tesouro, a sua verdadeira essência”, refere Isilda Nunes (Personage of the book “Helios – The Solar Journey” represents the hero who seeks his treasure, his true essence”, says Isilda Nunes) / Miguel Sousa

 
Personagem do livro “Hélios – A Jornada Solar” representa o herói que busca o seu tesouro, a sua verdadeira essência”, refere Isilda Nunes / Miguel Sousa
 
 
 
 
Questionário
 
1 – Como é que surgiu a ideia de escrever este Hélios – A Jornada Solar?
 
“Hélios a Jornada Solar” é um projeto que nasceu no mês de dezembro, há precisamente 14 anos. Na altura tinha outro nome “O menino que queria ser o Sol”.
Na época ministrava aulas de Astrologia Psicológica, no horário pós-laboral, na Póvoa de Varzim, a minha terra natal. Tinha acabado de sair da sala de formação, onde durante todo o tempo dissertara sobre o Sol e o que ele representa simbolicamente na nossa vida: a vontade instintiva, o processo divino, o desconhecido que nos leva ao encontro de nós-próprios. Os arquétipos mitológicos habitam-nos.
A rua, adornada com enfeites natalícios, fez-me recordar o menino Deus, uma personagem verdadeiramente solar. O aroma a Natal fez-me viajar à infância, onde residiam as histórias da minha bisavó. De repente olhei para a aluna que me acompanhava e lancei-lhe um repto. Porque não escrever um romance a quatro mãos? Ela escrevia muitíssimo bem e comungava da mesma filosofia. Hélios nasceu em dezembro de 2008.
 
2 – A obra versa sobre quê?
 
A obra versa exatamente sobre a Jornada Solar.
O Sol representa a individualidade, o herói divino, a nossa criança interior que rejeita ser comum. O despertar do princípio solar pode coincidir com o início de um período de exploração interior, o qual, por sua vez pode ser catalisado por uma crise que nos desperta para o processo de crescimento e autorrealização.
Desta forma criei o Hélios, o menino com um nome solar, representando o herói que busca o seu tesouro, a sua verdadeira essência, superando os obstáculos que os deuses interiores lhe propõem. Ninguém é herói sem desafios.
 
3 – Quanto tempo demorou a concretizar este projeto?
 
Como disse anteriormente, o Hélios nasceu em 2008, mas quase foi abortado em 2009. Depois de escrever o primeiro capítulo entreguei-o à minha companheira de escrita, que por sua vez deu continuidade e devolveu-mo. Prossegui com a história e depois de lha passar novamente, ela nada mais acrescentou.
Entretanto em 2013 conheci a Cidália. Tínhamos bastante em comum e depressa se tornou minha aluna de Astrologia. A história repetiu-se e, na altura que estava a dar a aula sobre o Sol, lancei-lhe o desafio. Depois de um interregno de 7 anos, Hélio renasceu. Estava finalizado em 2017, embora só fosse apresentado agora, em 2022, passados 14 anos de ter nascido.
 
4 – O facto deste livro ter sido escrito em colaboração com Cidália Fernandes tornou-o mais desafiante?
 
Sim, foi realmente um desafio. Vejo sempre grandes significados nas pequenas coisas da vida. Sou a mãe biológica do Hélios, pois fi-lo nascer. Ao entregá-lo à Cidália tornei-a mãe adotiva da personagem. Também personifico o Destino: criei uma história, com um fio condutor baseado na minha filosofia de vida, que percorre o Romance. A Cidália representa o Livre Arbítrio, pois reescreveu o guião Divino. Tudo está certo no momento certo. A vida compõe-se dessas duas vertentes: Destino e Livre Arbítrio.
 
5 – É a primeira vez que realiza uma obra em coautoria?
 
Sim, é a primeira vez. Como referi anteriormente gosto de desafios.
 
6 -Qual o feedback que espera obter do público e dos muitos leitores?
 
Espero que o Hélios seja o catalisador que desperte a criança interior de cada leitor.
 
7 – É correto afirmar que esta obra é acima de tudo uma viagem, uma espécie de introspeção, que nos remete para aquilo que é e são os desafios do ser humano enquanto indivíduo, mas, também, para o conceito de humanidade?
 
Sim, é essencialmente uma viagem introspetiva. O autoconhecimento proporciona o entendimento do comportamento humano. Parafraseio Sócrates, quando diz: “Conhece-te a ti mesmo”. Essa análise interior é que estimula a evolução individual, que por sua vez catalisará a evolução do mundo. Cada um terá a sua quota de responsabilidade na História da Humanidade.
 
8 – É correto afirmar que este livro, mais uma vez, explora diversas dicotomias, que são aliás uma presença noutras suas obras?
 
Sim, é verdade. Considero-me um ser insatisfeito, investigativo, que busca incessantemente cada pedaço de si. Viajo ao submundo de Hades para valorizar o mundo da luz. Vivo entre a densidade da matéria e a subtileza do Espírito. Transpareço absolutamente essa dicotomia nos meus livros.
 
9 – Que projetos podem esperar os seus leitores a curto/médio prazo?
 
Devido à Pandemia alguns projetos finalizados tiveram que esperar. Na área literária conto com um poemário, uma novela ficcionada com um conteúdo autobiográfico e três manuais de Astrologia Psicológica.
Na área artística espero concretizar algumas exposições.
Como Presidente Executiva Mundial da Unión Hispanomundial de Escritores estou a organizar um Festival de celebração dos 30 anos do Movimento, com entrega de Prémios. Este evento ocorrerá no próximo mês de junho.
 
 
 
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Isilda Nunes
 
Personage of the book “Helios – The Solar Journey” represents the hero who seeks his treasure, his true essence”, says Isilda Nunes
 
1 – How did you conceive the idea of writing this Helios – The Solar Journey?
 
“Helios the Solar Journey” is a project that was born in the month of December, exactly 14 years ago. At the time it had another name “The Boy Who Wanted to be the Sun”.
At the time I was giving classes of Psychological Astrology, in Póvoa de Varzim, my hometown, in the post-labour timetable. I had just left the training room, where I had been talking about the Sun and what it symbolically represents in our lives: the instinctive will, the divine process, the unknown that leads us to meet ourselves. We are inhabited by mythological archetypes.
The street, adorned with Christmas decorations, reminded me of the child God, a truly solar personage. The smell of Christmas made me travel back to my childhood, where my great-grandmother’s stories lived. Suddenly I looked at the student who was with me and challenged her. Why not write a four-handed novel? She was a great writer and shared the same philosophy. Helios was born in December 2008.
 
2 – What is the book about?
 
The work is exactly about the Solar Journey.
The Sun represents the individuality, the divine hero, our inner child who rejects being common. The awakening of the solar principle can coincide with the beginning of a period of inner exploration, which in turn can be catalysed by a crisis that awakens us to the process of growth and self-realization.
In this way I created Helios, the boy with a solar name, representing the hero who seeks his treasure, his true essence, overcoming the obstacles that the inner Gods propose to him. No one is a hero without challenges.
 
3 – How long did it take to realize this project?
 
As I said before, Helios was born in 2008, but it was almost aborted in 2009. After writing the first chapter I handed it over to my writing partner, who in turn followed up and gave it back to me. I continued with the story and after passing it to her again, she added nothing more.
Meanwhile in 2013 I met Cidália. We had a lot in common and she soon became my Astrology student. History repeated itself and, at the time I was teaching a class about the Sun, I challenged her. After a seven years interregnum, Helios was reborn. It was finished in 2017, although it was only being presented now, in 2022, 14 years after it was born.
 
4 – Did the fact that this book was written in collaboration with Cidália Fernandes make it more challenging?
 
Yes, it was really a challenge. I always see great meanings in the small things in life. I am Helios’ biological mother, as I gave birth to him. When I gave him to Cidália I made her an adoptive mother for the personage. I also personify Destiny: I created a story, with a thread based on my philosophy of life, which runs through the novel. Cidália represents the Livre Arbítrio (Free Will), as she rewrote the Divine script. Everything is right at the right time. Life is made up of these two aspects: Fate and Free Will.
 
5 – Is this the first time you have co-authored a work?
 
Yes, it is the first time. As I mentioned before I like challenges.
 
6 – What feedback do you expect from the public and your many readers?
 
I hope that Helios will be the catalyst that awakens the inner child in each reader.
 
7 – Is it correct to say that this work is above all a journey, a kind of introspection, that takes us back to what is, and are, the challenges of the human being as an individual, but also to the concept of humanity?
 
Yes, it is essentially an introspective journey. Self-knowledge provides an understanding of human behaviour. I paraphrase Socrates when he says: “Know thyself”. This inner analysis is what stimulates individual evolution, which in turn will catalyse the evolution of the world. Each one will have its share of responsibility in the History of the Humanity.
 
8 – Is it correct to say that this book, once again, explores various dichotomies, which are in fact a presence in your other works?
 
Yes, it is true. I consider myself an unsatisfied, investigative being, who incessantly searches for every piece of himself. I travel to the underworld of Hades to value the world of light. I live between the density of matter and the subtlety of Spirit. I absolutely transmit this dichotomy in my books.
 
9 – What projects can your readers expect in the short/medium term?
 
Due to the Pandemic some finished projects had to wait. In the literary area I count with a poem, a fictional novel with an autobiographical content and three manuals of Psychological Astrology.
In the artistic field, I hope to realise some exhibitions.
As Executive World President of the Unión Hispanomundial de Escritores I am organising a Festival to celebrate the 30th anniversary of the Movement, with the presentation of awards. This event will take place next June.
 
 
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Miguel Sousa
 
 
 
 

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