Poemas de Valda Fogaça

Poemas de Valda Fogaça
 
 
A ARTE O FIO QUE LIGA OS CINCO CONTIDENTES
 
A POESIA é o fio de ouro que liga de um poeta
Ao outro e de um continente ao outro e esta ligação
Tem atravessado o tempo numa perspectiva de
Eternidade se não por algo parecido. O que me agrada
 
É esta certeza de que estamos entrelaçados por esse fio
Que é do metal mais nobre e não por um insignificante
Fio de náilon. Olho para os cinco continentes e vejo
Esperança no olhar de uns e de outros derramar-se em pranto.
 
E a paz na casa de uns tantos? Ah! É como meus versos
Despidos de métricas e rimas. E se não fosse a arte
O fio de ouro que liga de um continente ao outro?
O que disseram os Profetas e, ou os Reis de outras datas
 
Que estendeu seu olhar aos cinco continentes?
Aos seus ouvidos chegavam clamores de uns tantos
E júbilos de uns poucos. Ainda bem que a Poesia liga
Um poeta ao outro e um continente ao outro!
 
Levantes, oh pequeno caído e digas quem és tu!
Afaga-lhe o peito a ufania do nada, e quem a ti traz a
Salvação? És tu que estás chorando continentes infelizes,
Mas, o poeta também chora ao olhar a tua desgraça.
 
Vi meus avós, meus pais falarem sobre:
Tempos bons virão! A paz reina nos sonhos de todos.
Acabou que não vi o tempo passar; nem os cinco
Continentes viram. Entretanto, as luas são incontáveis.
 
Aqui estou viva. E minha alegria não se descreve
Com a alegria das borboletas da minha idade.
É essa ligação entre os poetas dos cinco continentes
Que tem atravessado o tempo numa perspectiva de
 
Eternidade. É consoladora, apesar dos conflitos,
Esta certeza de que estamos entrelaçados…
É porque nos versos do poeta leia-se a liberdade,
A do bater de asas da borboleta recém saída do casulo.
 
 
 
A DIVINA TRAGEDIA
 
Quando leio a historia da humanidade tenho a estranha sensação
De que somos “urubus sobrevoando a carniça da vida humana,
Para comer e depois voltar para seu covil. “Mas nem tudo é carne podre”.
 
As artes em seu sentido amplo, a ciência, a filosofia são cheiros de vida
E comédia, e ambições amargas frustradas. As religiões são parábolas
Que aliena os cinco continentes; é a hipnose, o embuste causador
 
De cegueira coletiva. Em um Estado Livre é um retrato de todos os
Viajantes, a bordo do navio, longe de suas terras natais, a caminho
Do futuro incerto, no caso o paraíso. E quem se atreve escrever
 
Sobre esse futuro? Nem eles os propagadores de falsas verdades.
Moisés escreveu “as leis de Deus”, a história de seu povo em tabuletas e papiros os que
Vieram depois dele escreveram em papiros e pergaminhos, a “A santa inquisição”,
 
As jihads fora escritas em papeis. Porem, eu escrevo nas nuvens desmistificando
Mitos e fábulas. Enquanto o sonho desses escribas azeda, especialmente,
Para os modernos os meus se tornem cristais as gerações vindouras?
 
Minha caneta é um bisturi cortando maça encefálica, neblina e ofuscação.
Tenho esperança de que passarei algum tempo com essa caneta e as
Minhas histórias hei de compartilhá-las com os filhos dos meus netos.
 

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